Monday, August 17, 2026

O QUE SERÁ DO TRABALHO NO FUTURO?

 

O sábio proverbio chinês tem lá sua razão, quando afirma que se você escolher um trabalho que goste, não trabalhará um único dia em sua vida, e sim vivenciará momentos de prazer em sua jornada de trabalho.

Mas Confúcio certamente não poderia imaginar que 1.500 anos depois essa consideração sábia seria utópica, por dois motivos. 
Um deles é o fato de que a vocação, por mais importante que ainda seja no mundo do trabalho, é sucateada pela confusão de interpretações a respeito da alternativa de sobrevivência nas novas exigências da sociedade. 
Outro é a oportunidade de sobreviver, simplesmente, em um momento onde a tecnologia substitui cada vez mais a a mão de obra humana.

É claro que não se pode ser pessimista. Por toda história da civilização humana, as sociedades sempre procuraram superar as armadilhas armadas por ela mesma e contra ela mesma, na busca de novos horizontes da sobrevivência e na facilitação de seu trabalho.
Isso, desde a invenção dos instrumentos cortantes e da roda, que foi a maior criação humana em direção às maravilhas tecnológicas do futuro. 

Maravilhas que hoje ameaçam os postos de trabalho.

Trabalho é fundamental para a vida. Há muito tempo a União Europeia quebra a cabeça para resolver como reduzir a taxa de 6,0% de desempregados, o que mostra que os países mais civilizados e culturalmente invejáveis não conseguiram evitar o peso do girar da velha roda neolítica transformada em um chip microscópico.

O pragmatismo que envolveu o mundo no século XX  parece não se encaixar na capacidade humana quando o assunto é criatividade da sobrevivência.

 Que o digam os EUA, que sofrem com o  desemprego e a dificuldade de acertar soluções, enquanto mantém as ações externas em modelos  que não funcionam mais.

No Brasil o processo é oposto e as taxas de desemprego diminuíram desde 2023 e o primeiro trimestre deste ano fechou com uma queda de 5,4%.  
Com a aprovação da mudança da escala  6X1 para 5X2, a situação para o trabalhador irá melhorar. 
Na Europa o trabalho na escala 5X2 ou cinco dias de trabalho para dois de descanso, com uma média de 35 a 40 horas semanais de trabalho, mantém bom equilibrio.

O brasileiro, apesar das dificuldades enfrentadas pela sociedade mundial, possui um talento inato para "dar um jeitinho" quando a situação aperta: é intuitivo e empreendedor. Mergulha de cabeça em novos empreendimentos, buscando seu lugar ao sol. As vezes até mesmo sem verificar a profundidade de seu mergulho. Mas depende de uma política econômica de investimento na micro e pequena empresa.

Ainda existe espaço para a vocação e o exercício prazeroso do  trabalho? 
Sim, sem dúvida. Mas parece que isso exige boa dose de criatividade e novos caminhos, a exemplo dos antigos desbravadores, mas com nova mentalidade. 
Se antes as florestas eram derrubadas à força dos braços, hoje devem ser preservadas com inteligência justamente para garantir a força do trabalho futuro, que muda de formato. 

Se as cidades incharam e lotaram as alternativas de colocação profissional, que novos negócios sejam criados para corrigir as disfunções provocadas.

De uma maneira geral a mentalidade sobre emprego, trabalho e negócios precisa ser arejada com novas alternativas, algumas ainda não inventadas, quem sabe? 
O que precisa ser avaliado com a máxima honestidade é a inteligência artificial que vem sorrateiramente ocupando a mão de obra humana. O resultado desse avanço rápido da IA sobre a mão de obra humana ainda é imprevisível na roda econômica, que sempre funcionou com produção e consumo. E quem consome precisa produzir.
A única certeza é que não se pode projetar futuro sobre escombros e sim de maneira produtiva e consciente. (Mirna Monteiro)

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