Parece estranho abordar essa questão, que ocupa cada vez mais a mente das pessoas, como algo provocado por algo ou alguém, humano, desumano, imponderável ou um inevitável desfecho programado para punição terrena.
Mas, convenhamos, essa possibilidade de estágio final serve muito mais para implantar caos e submissão à cultos religiosos, do que à salvação do planeta!
Pela lógica, ao perceber que a humanidade caminha para uma situação de grande ameaça à sobrevivência, as pessoas deveriam evitar alimentar as distorções que são responsáveis pelo risco de um apocalipse e não omitir-se ou acabar mandando às favas as ações necessárias para conter o avanço da tal besta do apocalipse.
Aliás, se previsões e profecias existem, certamente devem funcionar como um alerta e não como um assunto encerrado. A não ser que um asteroide gigantesco provoque um choque com a Terra, o futuro da humanidade está nas mãos da própria humanidade!
Algumas perguntas:
"Se está havendo mudanças drásticas no clima, obrigando o planeta a revirar-se para reencontrar seu equilíbrio, por que motivo a maioria dos povos aceita passivamente o desmatamento, a contaminação do solo, a instalação de data centers que consomem entre 10 e 40 MW de potência(uma cidade de 40 a 80 mil habitantes consome isso!) entre outras agressões?
"Se sabemos que a invasão da privacidade do indivíduo é um risco para a soberania dos países, por que permitimos que o sistema financeiro mundial domine a economia e um pequeno grupo de pessoas decida algoritmos em toda a internet?"
"Se pastores de igrejas evangélicas tem a função de nortear a fé e princípios cristãos em seus fiéis, por que usam seus púlpitos para defender a extrema direita, já que todos cristão sabe que Jesus Cristo foi vítima dessa mesma extrema direita que detinha o poder na época, entre conquistadores romanos e fariseus?..."
"Se a consciência tranquila é um demonstração de fé inabalável e defesa do Bem, porque tantas igrejas evangélicas poderosas mantém pastores vociferando aos fiéis desgraças e pavor a quem não pagar o dízimo ou não aceitar todas as suas preleções?"
"Por que tem igrejas evangélicas disputando vagas politicas na bancada do Congresso Nacional ao invés de cuidar da alma dos fiéis?"
Há muitas outras perguntas, que se respondidas podem ajudar a evitar um apocalipse...



















Esse texto ai pirou minha cabeça
ReplyMuito legal, linda. E gostei sobretudo disso: " Para amenizar isso não há remédio, a não ser a própria vida. Quando plena e valorizada, fornece uma espécie de coragem para enfrentar o que quer que a morte signifique. É como uma fusão com o universo. Os ateus e agnósticos mais radicais ficam furiosos com essa possibilidade, pois ela reforça a teoria do divino, pois reconhece uma força onipotente entre big-bangs e buracos negros. Uma força natural que pode não ser consciente, mas que é interdependente de todas as matérias e suas variações no mundo quântico."
ReplySó não vejo onde isso possa irritar ateus ou agnósticos. Pelo contrário, a universalização desse impulso e o fato de não pensarmos em morte quando temos uma vida ao menos momentaneamente plena e intensa podem mesmo fazer-nos dispensar qualquer deus.... Ao menos é o que sinto em mim. Posso pensar num caos infinito de forças inesgotáveis em luta e de seres que se autocriam a partir das configurações dessas forças. E se posso imaginar um universo (ou mesmo um multiverso) infinito e puro poder não-racional, para que pressupor um ser infinito e puro poder racional? Toda ordem, afinal, pode não ser mais que precária e provisória configuração momentãnea de forças que, por sua imensa resistência umas sobre as outras, parecem momentaneamente neutralizadas e estáveis. Para que introduzir um Ser que apenas visaria a reproduzir num nível cósmico nossa meramente instrumental racionalidade?
Para que introduzir um ser que apenas visaria reproduzir nossa meramente instrumental racionalidade?
ReplyConcordando com sua colocação, mas lembrando que, entre os mistérios, que nada mais são do que nossa incapacidade de sentir a realidade, está o fato de que o ser humano pode não ser capaz de entender além dos instintos primários. Assim sendo, é possível aceitar a necessidade de um ser que o console em sua limitação.
Muito interessante esse texto (crônica?) que deixa a impressão agradavel de que a morte não é um fim mas um meio. Alea iacta est!
ReplyMuito interessante esse texto (crônica?) que deixa a impressão agradavel de que a morte não é um fim mas um meio. Alea iacta est!
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