Tuesday, July 14, 2026

INTELIGENCIA HUMANA, IA E SOBREVIVÊNCIA

 

Veja se consegue imaginar isto aqui: você coloca uma lente de contato que não apenas permite navegação e dados, mas ainda analisa através de suas lágrimas como está seu índice glicêmico ou seus hormônios, entre outras coisas. 

Então vem a pergunta: ora, unir biomedicina e IA parece que tem lógica, porque facilita diagnósticos e tratamentos e acelera pesquisas de medicamentos. Uma mão na roda! Ao tentar criar uma lente ocular com múltiplas funções, não apenas diagnóstica, tudo parece lógico! Mas nem tanto adequado!

Se relacionarmos todas as vantagens e riscos no uso da IA, há uma questão que se destaca como muito perigosa: o seu poder sobre o ser humano. Até que ponto o domínio da Inteligência Artificial será controlado? Ou até que ponto controlará a sociedade humana?

Antes que alguém diga que os benefícios compensam o risco, é bom lembrar que a IA é fruto da informação humana. Uma espécie de inteligência com capacidade de armazenar e lidar com informações com uma eficácia que o cérebro humano não consegue obter. Portanto se a AI absorve toda experiência humana e todos os dados científicos, culturais e biológicos, também armazena, além dos acertos, os erros e disfunções que permeiam seu espaço.

Absorve portanto o o Bem e o Mal, reproduzindo a vivência humana!

Portanto a IA, quando não permanece sob controle de seus dados, pode cometer erros. Ou ser programada para isso.

Além da desinformação, a IA representa um risco à privacidade, porque mantém armazenados dados de bilhões, precisos e facilmente acessados. É através da IA que a tecnologia consegue operar espionagem em grandes áreas e localizar pessoas. Poderia ser operada para o bem, mas o problema é que serve para o mal, nas guerras e agressões, como  nos casos conhecidos na Palestina, Líbano, Irã, etc. 

Há outros riscos, como provocar maior desigualdade social e subtrair o papel do ser humano. O que começou com o aprimoramento mecânico após a revolução industrial, começa a chegar ao seu auge neste terceiro milênio, onde a robótica cumpre um  papel na indústria com maior perfeição. A IA substituiu o atendimento humano cada vez mais.

E a tal lente inteligente? Nesta sua fase de pesquisa monitora a saúde e tem biosensores, mas também a computação invisível, com umas tela de  microled que permite acesso a navegação e dados. Exatamente como naqueles filmes de ficção. Seria um aperfeiçoamento dos tais óculos da Meta, que integram IA, câmeras e áudio, o que aliás já está causando danos  e motivos para processos por invasão à privacidade.

Em resumo, essa lente que logo estará no mercado, pode não ser a maravilha que seus criadores divulgam, trazendo riscos para a saúde ocular, privacidade de dados e muitas implicações éticas! A presença de circuitos e baterias podem comprometer a retina ao causar falta de oxigenação.  E o contato prolongado pode causar irritação, inflamação e infecções mais graves.

Por mais sedutora que seja a ideia  de poder na interação organismo humano e IA, o homem biônico alimentado pela IA  se tornar-se presa no domínio do mal ou no descontrole de sua ação, pode ser a prisão definitiva da mente humana. (Mirna Monteiro)