Os tempos da inocência e da naturalidade estão ficando para trás, estraçalhados por um sistema de vida onde a traição parece esconder-se em cada espaço. O cidadão que passa na calçada olha desconfiado para o cidadão que vem no sentido contrário. Todos passamos a ser, potencialmente, vítima ou agressor!
As pessoas reclamam: a Justiça anda a passos lentos demais e demora a chegar, situação agravada pela existência de pessoas infiltradas no sistema judiciário que se utilizam do tráfico de influência e corrupção; nas ruas a violência e a criminalidade são ameaças contínuas; na política, dinheiro público é sequestrado por indivíduos que utilizam a fachada de prefeitos, vereadores, deputados, senadores ou simplesmente funcionários comprometidos com falcatruas milionárias!
Está se tornando comum demais o desabafo:"ninguém presta, é tudo farinha do mesmo saco"...Francamente, estamos exagerando e correndo o risco da auto-mutilação social.
Como é viver na desconfiança? Sabemos que a maioria das pessoas não é corrupta! Mas sabe-se hoje, através das próprias denúncias e investigações, que parte das pessoas que tomam decisões em setores importantes da vida do cidadão cede ao ganho fácil da corrupção.
Sabemos da precariedade de nossas instituições, do ensino que visa apenas lucro, dos riscos de interesses na saúde, no comércio, nos serviços essenciais, na mídia! O que ainda não se sabe a dimensão dessa corrupção dentro dos orgãos públicos!
Não ter certeza aumenta o estado de insegurança e desconfiança. Ouvimos falar em corrupção sistêmica, ou seja, focos de corrupção que sobrevivem há décadas e que finalmente estão sendo comprovados, e então vem o medo: e se nunca conseguirmos controlar a corrupção? Até onde ela vai? Até que ponto contamina a mais importante instituição do país, a Justiça? Se a Justiça não é forte, como sair dessa?
Por esse motivo a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Ficha Limpa foi acompanhada com expectativa. Com medo de que artimanhas que buscam interpretações deformadas da lei vencessem o óbvio, que é o comprometimento de condenar qualquer forma de corrupção. Viver um país que se preocupa em denunciar a corrupção, com um trabalho de esforço da policia federal na coleta de provas de grupos antes intocáveis, é muito bom! Mas se a Justiça não completar a sua função, vem desapontamento, a depressão e a crise de confiança!
Essa expectativa deixa qualquer um doente. A sociedade, hoje, está cada vez mais medicada. São anti-depressivos e outros medicamentos psiquiátricos para aliviar os sintomas da falência da confiança e da sensação de desamparo e de falta de freios. Se não houver coragem para punir quem transgride a lei, não será possível recuperar a confiança no sistema...(AC)
As pessoas reclamam: a Justiça anda a passos lentos demais e demora a chegar, situação agravada pela existência de pessoas infiltradas no sistema judiciário que se utilizam do tráfico de influência e corrupção; nas ruas a violência e a criminalidade são ameaças contínuas; na política, dinheiro público é sequestrado por indivíduos que utilizam a fachada de prefeitos, vereadores, deputados, senadores ou simplesmente funcionários comprometidos com falcatruas milionárias!
Está se tornando comum demais o desabafo:"ninguém presta, é tudo farinha do mesmo saco"...Francamente, estamos exagerando e correndo o risco da auto-mutilação social.
Como é viver na desconfiança? Sabemos que a maioria das pessoas não é corrupta! Mas sabe-se hoje, através das próprias denúncias e investigações, que parte das pessoas que tomam decisões em setores importantes da vida do cidadão cede ao ganho fácil da corrupção.
Sabemos da precariedade de nossas instituições, do ensino que visa apenas lucro, dos riscos de interesses na saúde, no comércio, nos serviços essenciais, na mídia! O que ainda não se sabe a dimensão dessa corrupção dentro dos orgãos públicos!
Não ter certeza aumenta o estado de insegurança e desconfiança. Ouvimos falar em corrupção sistêmica, ou seja, focos de corrupção que sobrevivem há décadas e que finalmente estão sendo comprovados, e então vem o medo: e se nunca conseguirmos controlar a corrupção? Até onde ela vai? Até que ponto contamina a mais importante instituição do país, a Justiça? Se a Justiça não é forte, como sair dessa?
Por esse motivo a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Ficha Limpa foi acompanhada com expectativa. Com medo de que artimanhas que buscam interpretações deformadas da lei vencessem o óbvio, que é o comprometimento de condenar qualquer forma de corrupção. Viver um país que se preocupa em denunciar a corrupção, com um trabalho de esforço da policia federal na coleta de provas de grupos antes intocáveis, é muito bom! Mas se a Justiça não completar a sua função, vem desapontamento, a depressão e a crise de confiança!
Essa expectativa deixa qualquer um doente. A sociedade, hoje, está cada vez mais medicada. São anti-depressivos e outros medicamentos psiquiátricos para aliviar os sintomas da falência da confiança e da sensação de desamparo e de falta de freios. Se não houver coragem para punir quem transgride a lei, não será possível recuperar a confiança no sistema...(AC)
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