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Monday, January 10, 2011
RIA DE SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS
Mais do que nunca as pessoas tem a necessidade de aprender a rir. E a rir de seus próprios problemas. Será isso possível?
Rir é tão fácil como chorar. Podemos rir de tudo e de todos quando acharmos graça. Também rimos de coisas sem graça. Podemos rir sem ter motivos para rir. Rir dos próprios problemas? Achar graça por não poder pagar as dívidas?
Que o riso é terapêutico, isso é. Mas...é bom lembrar. Há muita gente que não consegue rir. Quando muito conseguem esboçar um pálido sorrido, quando a piada pede uma gargalhada!
Acho que já escrevi alguma coisa sobre a professora Ursula Hausting. Ela é especialista em pedagogia do riso. Como começa a aula? Fazendo entre os alunos uma rodada de "riso forçado". Do riso forçado os alunos chegam ao riso espontâneo.
É isso aí. Rir e coçar é só começar. É verdade. Portanto se você estiver enfrentado algum dificuldade, não se aborreça. Dê uma risada forçada. Logo você estará rindo espontaneamente da dificuldade. E então você se convencerá de que ela não era tão séria assim.
Séria. Portanto ria! O riso é o elixir do bom humor. Quem já não ouviu dizer que o bom humor é o melhor amigo da saúde? Tanto isso é verdade que os "doutores do riso"fazem sucesso nos hospitais.
O riso espanta a tristeza. O sorrido faz parte da comunicação social. O riso mata o desânimo.
O riso é individualista. Os palhaços e os humoristas são, na verdade, autênticos professores do riso. Dizem as estatísticas que o brasileiro é o povo que mais sabe rir.
Não vamos exagerar. Ainda há muita tristeza precisando de riso. Diz um provérbio antigo que "tristezas não pagam dívidas". O riso também não, mas ajuda a suportá-las. ( crônica do jornalista Roberto Monteiro)
LEIA TAMBÉM: http://artemirna.blogspot.com/2008/07/rir-mesmo-o-melhor-remdio.html
Wednesday, January 05, 2011
VIVA O DIA DE REIS
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| Reis Magos: simbolismo poderoso de união entre os povos |
Ao contrário do Natal - celebrado em todos os cantos do mundo - o Dia de Reis, em 6 de janeiro, não é muito comemorado. Na Europa a data tem sua importância, principalmente na Itália, onde os presentes fazem a festa no dia 6 de janeiro e não no dia 25 de dezembro, na Espanha e em Portugal, mas no Brasil a maioria das pessoas sequer espera essa data para desfazer a árvore de natal e outros enfeites, como as luzes!
Mas afinal, qual o significado do Dia de Reis? Belchior, Baltazar e Gaspar simbolizam a proteção ao menino Jesus que já era perseguido pelo inseguro Herodes, na visão bíblica do acontecimento. Cada um deles chegou de reinos diferentes, trazendo presentes de simbolismos fortes, como o ouro oferecido por Belchior, deferência reservada apenas aos deuses, o incenso, trazido da Índia por Gaspar, referência à divindade da criança, e a mirra, proveniente da África e ofertada por Baltazar como poder de cura.
Uma tradição interessante é a Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses. Na verdade ela acontece antes e depois do dia 6 de janeiro, marcando a data através de grupos folclóricos que tocam musicas e dançam, passando nas casas a noite e cantando estrofes para que as luzes sejam acesas e eles sejam recebidos para cear ou tomar café.
Mas é interessante também como Belchior, Baltazar e Gaspar ganharam a fama de propiciar boa sorte e fortuna, recebendo comemorações e rituais diversos para que o ano seja farto. A começar pelo bolo de Reis ou uma rosca generosa, que tradicionalmente recebe em seu interior uma fava, substituída hoje por confeitos especiais ou até peças em ouro, como uma aliança que garantirá a quem recebe-la em seu bocado um bom casamento.
Tradições a parte, vivenciadas ou esquecidas, a principal comemoração do Dia de Reis para quem celebra a tradição é a consciência de que o mundo não é separado pelas culturas e origens, mas forma um mesmo espaço de convivência,onde as diferenças permitem a evolução constante. Assim como os Reis Magos vieram de origens diferentes, para reconhecer que a humanidade pode ser representada em um ideal de respeito a natureza e de convívio pacífico, na busca pela abundância de recursos e maior equilíbrio no nosso sistema. (MM)
Monday, January 03, 2011
ONDE ESTÁ A VERDADE?
as pessoas
mentem
tanto?
Nos velhos tempos dos sofistas, mestres itinerantes do conhecimento politicamente correto, a mentira era utilizada como artifício do poder, ou seja, a verdade era "ligeiramente" deturpada ao sabor das intenções sofistas. Por isso essa palavra ganhou uma conotação pejorativa.
Passados uns 3 mil anos, a mentira parece permanecer inevitável n exercício do poder, seja ele político, econômico, familiar ou social.
E ainda funciona! Velho como a humanidade, pois certamente esse artifício já nasceu com o homem, que para sobreviver precisava enganar seus predadores.
Mas mesmo sendo tão conhecida, é possível reconhecer a mentira? Ou as pessoas disfarçam, aceitando-as como verdade, quando lhes convém, mesmo que reconheçam a sua precariedade?
O problema é que a mentira pode ser extremamente destruidora. Como na política ou nas ciladas criadas pela inveja.Na Filosofia, a mentira é perigosa. É o caso do sofisma.O sofista faz retórica. O filosofo faz dialética.
Na retórica o ouvinte é levado por uma enxurrada de palavras que, se adequadamente compostas, vão persuadir, convencer, mas sem transmitir conhecimento algum. Já na dialética, que opera por perguntas e respostas, a pesquisa procede passo a passo, e não é possível ir adiante sem deixar esclarecido o que ficou para trás. O sofista refuta por refutar, para ganhar a disputa verbal. O filósofo refuta para purificar a alma de sua ignorância
Há quem considere deteminadas verdades destruidoras...Muitos que pedem a franqueza não estão preparados pra poder lidar com a realidade.Há verdades que não precisam ser ditas, assim como há mentiras que são necessárias.
Será que o pensamento livre, crítico, independente poderá prevalecer e a sociedade encontrar e uma forma de convivência baseada na verdade? Admitir a realidade não nos torna mais fortes e preparados para os desafios da vida?
Talvez o problema não seja a franqueza, mas a ausência de isenção ao utilizar a verdade.
Não vamos confundir mentiras com "faz de conta"! Imaginar uma realidade e conduzi-la ao sabor das próprias expectativas, como fazem as crianças nas brincadeiras, faz bem. Tanto é que a criança começa a entrar em choque com a realidade quando ela percebe que o faz-de-conta é muito diferente das mentiras que os adultos começam, logo cedo, a ensinar!
E o pior é que usando de hipocrisia e mentiras, os adultos pretendem que a criança seja absolutamente sincera! Crianças são inexperientes, mas são extremamente sensíveis à toda atitude contrária à natureza.
Da mesma maneira, o faz-de-conta dos adultos, através da ficção, é extremamente salutar. Aliás, é uma mola que impulsiona o mundo! A imaginação humana é premonitória e rica em estímulos para o futuro. Que o diga os grandes escritores de ficção, como Julio Verne!
O mundo seria enfadonho e estático sem a mentira? Os próprios deuses do Olimpo adoravam intrigas e se divertiam com isso. Eu já considero que há um ligeiro engano de interpretação: não é a mentira, mas a falta de imaginação que tornaria o mundo chato.
A mentira é perigosa!
Enfrentar a verdade é a única chance de sobrevivência individual, familiar, comunitária, ou da própria humanidade
Não é possÍvel concordar com a idéia de que podemos conviver com a hipocrisia e mentirinhas. O desejo da verdade aparece muito cedo nos seres humanos. Há necessidade de confiar nas coisas e nas pessoas
Por isso, neste terceiro milênio, a sociedade entra em choque constatando uma terrível realidade: a mentira está terminantemente contida nos meios de comunicação e expressão, seja eles quais forem. Tornaram-se instrumentos com alto poder de persuasão e de confusão também!
Mas há o contrapeso: é suficientemente capaz de arrancar a esperança de que o pensamento livre, crítico, independente ainda haverá de prevalecer? Que uma forma de convivência mais baseada na verdade possa vir a ocorrer ?
Cresce em nossa sociedade a exigência da verdade, clara e límpida. É o desejo e a necessidade da busca da verdade. Há um sentimento generalizado e crescente de que os valores éticos devem retornar, sob pena de convulsão social.
Em tempos onde o acesso à destruição é quase prosaico, não se pode fingir que mentiras são inofensivas. Seria utópico imaginar uma sociedade, deformada como a nossa sociedade humana, com a herança que possuímos, feita de seres absolutamente honestos e isentos. Mas sabemos que as pessoas são diferentes e é essa diferença que permite equilibrar o mundo. Há pessoas com valores definidos, as tais do "fio de barba", assim como há aquelas que vivem para a malicia, mentira e hipocrisia.Tão certo como o anseio
do ser humano pela Verdade.
Como sofremos pela falta dela! (Mirna Monteiro)
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Tuesday, December 07, 2010
DE CABEÇA PARA BAIXO
O mundo está de cabeça para baixo? É o que andam falando por aí. Pode ter vários sentidos, mas uma direção interessante. Algo assim como mudar radicalmente o ângulo de visão invertendo a maneira de observar e pensar a vida.
Não significa certamente que estamos no último estágio da civilização, mas em um momento crítico, com algumas reações em cadeia que tornam o meio ambiente conturbado por questões de ordem natural e o meio comunitario incontrolável por erros de organização social.
Nada que nao possa ser arrumado, certamente. No mundo de cabeça para baixo usa-se o teto como capacho, já dizia Raul Seixas. Há sem dúvida aspectos positivos nessa inversão imprevista. Na chamada "vrschikásana", posição yoga, facilita-se o retorno venoso dos membros inferiores. Mas inverter a posição do corpo vai além disso, mostrando que em um plano mais sutil acontece uma alteração fisiológica que impõe ao sistema nervoso central uma reciclagem e um reeleitura do organismo, ativando receptores neurológicos importantes para despertar maior consciência corporal!
Talvez dar uma olhadinha no mundo de cabeça para baixo também ajude a ativar a consciência coletiva, mostrando que a sobrevivência futura depende de certa harmonia nas ações. Esse negócio de varrer a sujeira para baixo do tapete do vizinho, por exemplo, não funciona, porque estamos sofrendo intempéries que levantam a sujeira e os erros e provocam correntes que trazem tudo de volta. Tapar o sol com a peneira também está cada vez mais difícil, porque o calor anda forte e a luz atravessa barreiras políticas que ainda tentam manter moldes que não se encaixam mais.
Lembrei da peneira devido aos resultados obtidos nas reuniões do G8, os poderosos chefões que desejam fazer o Bem, mas acabam complicando e terminam mal. Culpa dos furinhos da peneira. Ou da intensidade do sol, que não apenas escalda as mentes, como provoca inesperadas insolações culturais, políticas e econômicas. Não, tapar o sol com a peneira não dá mais, definitivamente! O "8"também está demodè e irreal, porque mesmo quando invertido nao muda nada! Talvez seja mesmo melhor para o mundo virar a mesa e criar o tal G14, ou quem sabe G191. Quem sabe? Seria bom arejar a democracia mundial e permitir um sistema circulatório mais saudável no planeta.
Como se vê, ficar de cabeça para baixo pode ser interessante. Podemos verificar o resultado na virada contra o tráfico no Rio de Janeiro, uma empreitada que praticamente inverteu os polos de poder, restituindo uma condição mais saudável. Não resolveu todos os problemas, mas pelo menos iniciou um processo de recuperação social e comunitária que torna 2012 menos ameaçador...Mesmo com o bafo de vulcões vociferando sobre terras e mares, cidades encharcadas e uma Justiça lenta, é possível vislumbrar um futuro onde a sociedade humana não fique de pernas para o ar como uma barata tonta, mas em pleno domínio "vrschikásana". ( Mirna Monteiro)
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